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Desenho X Cérebro

Cérebro  (Desenho X Cérebro) escrito em quinta 09 abril 2009 17:59

Blog de sofistadeonda :MORAL CONSTERNA., Cérebro

O cérebro constitui a estrutura principal do encéfalo, ocupando a maior parte do volume da caixa craniana, constituída por dois hemisférios. O interior do cérebro contém uma substância branca enquanto que  o exterior é constituído por uma fina camada de substância cinzenta, a qual reveste a superfície dos hemisférios e designa-se por córtex cerebral.

O córtex cerebral divide-se em dois hemisférios - o hemisfério esquerdo e o hemisfério direito - ligados por um feixe de fibras denominado corpo caloso.

O corpo caloso está localizado na região mediana do cérebro e faz a ligação entre os hemisférios cerebrais. A disgenesia do corpo caloso é uma anormalidade relativamente comum, é normalmente diagnosticada quando há manifestação neurológica, embora existam casos sem sintomas. Pode ser tanto uma malformação completa ou parcial, como pode estar associada a outras no próprio cérebro ou em outras partes do corpo (face, coluna vertebral, coração e sistema urogenital). As causas são múltiplas, genéticas ou não. Factores ambientais podem contribuir (substâncias ingeridas na gestação, doenças metabólicas ou alterações vasculares fetais). O diagnóstico da anomalia é feito por métodos de neuroimagem e é possível a partir da segunda semana de gestação. Um aconselhamento genético poderá ser útil para uma segunda gravidez, mas seria preciso saber antes se a morte da criança está relacionada à malformação mencionada ou a outras associadas.

Virtualmente todo o pensamento é formado através da cooperação entre as duas formas de pensar dos dois hemisférios, o que é alcançado com a ajuda de um feixe espesso de fibras nervosas, designado como o corpo caloso. O corpo caloso transporta 4 mil milhões de mensagens por segundo entre os dois hemisférios do cérebro.

Os hemisférios cerebrais possuem formas distintas de processar a informação e cada hemisfério controla a metade oposta do corpo humano (ex. a mão esquerda é controlada pelo hemisfério direito).

O hemisfério esquerdo é responsável pela linguagem verbal, pelo pensamento lógico e abstracto e pelo cálculo. Pode-se dizer que este, diz respeito ao lado intelectual

Por outro lado, o hemisfério direito controla a percepção das relações espaciais, a formação de imagens e o pensamento concreto. Este hemisfério está ligado à arte e imaginação.

Ainda relativamente ao cérebro, é neste órgão que se localizam a sensibilidade consciente, a mobilidade voluntária e a inteligência, ao mesmo tempo que coordena as acções voluntárias e comanda actos inconscientes.

O hemisfério dominante em 98% dos humanos é o hemisfério esquerdo, é responsável pelo pensamento lógico e competência comunicativa. Enquanto o hemisfério direito, é responsável pelo pensamento simbólico e criatividade. Nos canhotos as funções estão invertidas. O hemisfério esquerdo diz-se dominante, pois nele localiza-se duas áreas especializadas: a área de Broca e a área de Wernicke. 

Lóbulo Occipita

Está localizado na parte inferior do cérebro.

É o responsável pela recepção e processamento da informação visual. As suas áreas associativas estão relacionadas com a interpretação do mundo visual e do transporte da experiência visual para a fala.

É a área visual primária que processa a visão da cor, do movimento, de profundidade, da distância, etc. Depois de percebidas por esta área, estes dados passam para a área visual secundária ou área visual de associação. É aqui que a informação recebida é comparada com os dados anteriores e que permite a identificação de objectos.

Lesões na área visual primária podem provocar cegueira cortical (Incapacidade para receber informação dos estímulos visuais; Perda de visão). A agnosia visual e a cegueira verbal ou alexia são lesões que ocorrem na área visual secundária. Agnosia visual é a incapacidade de reconhecer objectos, pessoas, símbolos gráficos e espaços e a Cegueira Verbal ou alexia é a perturbação visuoreceptiva da linguagem escrita. Há ainda outras alterações nos campos visuais tais como:  

  • Dificuldade de localizar objectos no meio;
  • Agnosia para as cores;
  • Alucinações e ilusões visuais;
  • Cegueria para palavras;
  • Dificuldade em reconhecer objectos desenhados;
  • Incapacidade de reconhecer o movimento de um objecto
  • Dificuldades na movimentaçao visual
  • Dificuldades na visão tridimensional

Lóbulo Frontal

Situa-se na parte da frente do cérebro. É constituído pelo córtex motor primário, associado ao movimento de mãos e da face (acções mecânicas simples). As funções associativas deste lobo estão relacionadas com o planeamento (coordenação dos movimentos corporais, isto é, decisão de quais os movimentos que devem ser executados para alcançar um determinado objectivo).

As lesões na área primária podem provocar paralisia total ou parcial   (incapacidade do controlo dos movimentos voluntários). Na área secundária ou psicomotora, a lesão  leva à apraxia (incapacidade de seguir uma sequência correcta, de organizar movimentos). Ainda podem existir lesões na área de Broca. 

Lóbulo Temporal

Este lóbulo situa-se na zona por cima das orelhas.

O Lóbulo Temporal relaciona-se com o sentido da audição, reconhecendo a intensidade do som e determinados sons. As áreas associativas deste lobo estão envolvidas no reconhecimento, identificação e nomeação dos objectos.  

Os sons produzem-se quando a área auditiva primária é estimulada e é a área auditiva secundária que identifica e interpreta os sons recebidos

As lesões nesta área podem provocar doenças graves. Se a lesão ocorrer na área auditiva primária provoca surdez cortical (incapacidade de ouvir), e se ocorrer na área auditiva secundária provoca agnosia auditiva (incapacidade de atribuir significado aos sons). 

Lóbulo Parietal

Situa-se na parte superior do cérebro e é constituído por duas subdivisões: a anterior e a posterior.

A zona anterior, designada por córtex somatossensorial primário, tem como objectivo receber informação  através do tálamo sobre o toque e a pressão. A nível associativo este lóbulo é responsável pela reacção a estímulos complexos.

Não só desempenha um excelente papel na percepção do tacto, dor e posição dos membros, como também integra as nossas experiências sensoriais provenientes da pele, músculos e articulações, permitindo-nos perceber o tamanho e a forma dos objectos.

A subdivisão posterior está envolvida na integração das diversas informações sensoriais relacionadas com a fala e percepção.

As lesões na área sensorial ou primária provocam: anestesia cortical (incapacidade de receber sensações tácteis e térmicas). Na área somatossensorial secundária, causa agnosias somatossensoriais ( incapacidade de localizar as sensações no corpo). 

 

Área de Brocca e Área de Wernicke

Área de Broca e área de Wernick referem-se a regiões no hemisfério esquerdo que exercem a função da linguagem. Veja aqui suas funções: http://www.cerebromente.org.br/n01/arquitet/cortex.htm

  Área de Brocca 

Em 1861,o neurologista francês Paul Brocca identificou um paciente que era quase totalmente incapaz de falar e tinha uma lesão nos lobos frontais, levando-o a questionar sobre a existência de um centro da linguagem no cérebro. Mais tarde, descobriu casos nos quais a linguagem havia sido comprometida devido a lesões no lobo frontal do hemisfério esquerdo. A recorrência dos casos levou Brocca a propor, em 1864, que a expressão da linguagem é controlada por apenas um hemisfério, quase sempre o esquerdo. A área do lobo frontal esquerdo dominante que Brocca identificou como sendo crítico para a articulação da fala veio a ser conhecida como área de Brocca.

 Esta área é a responsável pela formação das palavras. É aqui que ocorre o planeamento para a formação de palavras individuais e de frases.

A área de Brocca esta apenas presente no hemisfério dominante, normalmente, o esquerdo. A área homóloga no hemisfério direito é mais pequena e está envolvida nos padrões de fala prosódica, de ênfase, entoação e fraseamento.

Os doentes com danos nesta área têm problemas com a gramática: podem saber o que pretendem dizer mas tem dificuldades em emitir as palavras e em coloca-las na sua sequência gramatical adequada.

Afasia de Brocca (nem todos os distúrbios da linguagem podem ser chamados de afasia. São chamados de afasia apenas aqueles que atingem regiões realmente responsáveis pelo processamento da linguagem e não distúrbios do sistema motor, do sistema atencional, e outros que seriam apenas adjuvantes do processo) 

Este tipo de afasia caracteriza-se por o discurso dos doentes ficar restringido ao uso quase exclusivo de palavras isoladas, a maioria das vezes nomes, e muitas vezes ao uso de uma única palavra com diferentes entoações em diferentes contextos. A expressão das acções resulta muitas vezes no uso do verbo no infinitivo e não são quase nunca produzidas partículas de ligação.

No que respeita à compreensão auditiva, está, em geral, normal para a linguagem coloquial. É porém possível pôr em evidência, através de provas específicas, algumas alterações de compreensão de estruturas sintácticas mais complexas, como é, por exemplo, a forma passiva.

 Os afásicos de Brocca têm facilidade em cumprir uma instrução como: 'aponte um circulo verde', mas têm dificuldade em cumprir uma instrução como: 'toque no quadrado grande e preto com o círculo pequeno e verde'.

A capacidade de atribuir os nomes correctos aos objectos apresentados encontra-se também perturbada por alteração dos mecanismos finais de processamento desta operação. Repetir é também uma actividade laboriosa, visto que o problema reside no final do processo de programação do discurso.  

Alguns autores consideram que é possível afirmar que o defeito fundamental deste tipo de afasia é a perda do uso das partículas de ligação (pronomes, proposições). Pode-se dizer que a lógica de sequenciação dos elementos constituintes se encontra correcta, não existindo depois as partículas de ligação explicitadas nem a conjunção dos verbos. O afásico pode dizer, por exemplo, "loja comprar arroz" em vez de "fui à loja comprar arroz".

Quando a lesão é de menores dimensões e atinge quase na exclusividade a Área de Brocca, não se regista exactamente um quadro de afasia, mas uma alteração que se aproxima mais da desintegração fonética e que em geral tende a recuperar com a passagem do tempo. Para alguns autores esta perturbação é a de afemia.

 Área de Wernick

Em 1874, o neurologista Karl Wernicke identificou que lesões na superfície superior do lobo temporal, entre o córtex auditivo e o giro angular, também interrompiam a fala normal. Essa região é actualmente denominada área de Wernicke. Tendo estabelecido que há duas áreas de linguagem no hemisfério esquerdo, Wernicke e outros começaram a mapear as áreas de processamento da linguagem no cérebro e levantaram hipóteses acerca de interconexões entre córtex auditivo, a
Área de Wernicke
, área de Broca e os músculos requeridos para a fala
condução.
 

Actualmente, o modelo de Wernicke teve que ser corrigido quando se observou que pacientes com lesões bem restritas à área de Wernicke apresentavam na verdade uma surdez linguística e não uma verdadeira afasia de compreensão. A área de Wernicke seria, então, responsável pela identificação das palavras e não da compreensão do seu significado.

Portanto, a área de Wernicke é a área de compreensão da linguagem.

Os doentes com uma lesão nesta área têm dificuldades com o significado, com a formulação do que querem dizer: o seu discurso pode ser gramaticalmente correcto, mas é desprovido de sentido. Os doentes não conseguem compreender o que lhes é dito. Emitem respostas verbais sem sentidos e também não conseguem demonstrar compreensão através de gestos. Apesar de possuir uma fala fluente, ela também não tem sentido pois não compreendem o que eles mesmos dizem.

Enquanto que na afasia de Brocca, a fala é perturbada, mas a compreensão está intacta, na afasia de Wernicke, a fala é fluente, mas a compreensão é pobre.

Existem ainda mais três tipos de afasia ligadas á Área de Wernicke:

  • Afasia global: quando a lesão na área de Wernicke é ampla, a pessoa fica totalmente demente em relação à compreensão da linguagem.
  •  Afasia motora: ocorre quando a pessoa compreende e decidir o que quer dizer, mas não consegue emitir palavras através de seu sistema vocal, mas sim apenas ruídos 
  • A afasia de condução: o problema está na ligação entre a área de Wernicke com a de Broca. É provocada por lesão do feixe arqueado, feixes que conectam a área de Broca com a área de Wernicke. Os pacientes seriam capazes de falar espontaneamente, embora cometessem erros de repetição e de resposta a comandos verbais.

http://www.sistemanervoso.com/pagina.php?secao=12&materia_id=233&materiaver=1

http://www.fisiologia.kit.net/fisio/nervoso/9.htm

http://www.anato.ufrj.br/material/NeuroLinguagemAnielaImprota.pdf

www.limafreitas.org/portal/downloads/trabalhos-dos-alunos/as-reas-corticais-espec-ficas/download.html

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Cérebro  (Desenho X Cérebro) escrito em quinta 12 fevereiro 2009 14:14

Blog de sofistadeonda :MORAL CONSTERNA., Cérebro

FACILITANDO A APRENDIZAGEM

   Com as recentes pesquisas sobre o funcionamento do cérebro, a Teoria das Inteligências Múltiplas, a avaliação das aptidões cerebrais dominantes, e técnicas que foram criadas para acelerar a aprendizagem, tornou-se muito mais fácil aprender e gravar na memória o que estudamos.
Psicólogos, neurologistas e pesquisadores vêm escrevendo os resultados desses estudos, esclarecendo-nos e deixando-nos entusiasmados com os resultados obtidos por quem utiliza essas técnicas.

O LADO DIREITO DO CÉREBRO

   A grande maioria das pessoas foi acostumada a pensar e agir de acordo com o paradigma cartesiano, baseado no raciocínio lógico, linear, seqüencial, deixando de lado suas emoções, a intuição, a criatividade, a capacidade de ousar soluções diferentes.
   António Damásio, respeitado e premiado neurologista português, radicado nos Estados Unidos e com muitos trabalhos publicados, em seu recente livro O erro de Descartes, afirma que  “o ponto de partida da ciência e da filosofia deve ser anti-cartesiano:  "existo (e sinto), logo penso”.

A visão do homem como um todo, é a chave para o desenvolvimento integral do ser.
 
O uso de música apropriada que diminui o ritmo cerebral, também contribui para que haja equilíbrio no uso dos hemisférios cerebrais.
Há pesquisadores que sugerem a música barroca, especialmente o movimento “largo”, que causa as condições propícias para o aprendizado.  Ela tem a mesma freqüência que um feto escuta e nos direciona automaticamente ao lado direito do cérebro, fazendo com que as informações sejam gravadas na memória de longo prazo.

Músicas para relaxamento, como as “new age”, surtem os mesmos efeitos.
Nossa mente regula suas atividades através de ondas elétricas que são registradas no cérebro, emitindo minúsculos impulsos eletroquímicos de variadas freqüências, podendo ser registradas pelo eletroencefalograma.  Essas ondas cerebrais são conhecidas como:

Beta, emitidas quando estamos com a mente consciente, alerta ou nos sentimos agitados, tensos, com medo, variando a freqüência de 13 a 60 pulsações por segundo na escala Hertz;

Alfa, quando nos encontramos em estado de relaxamento físico e mental, embora conscientes do que ocorre à nossa volta, sendo a freqüência em torno de 7 a 13 pulsações por segundo;

Teta, mais ou menos de 4 a 7 pulsações, é um estado de sonolência com reduzida consciência;  e

Delta, quando há inconsciência, sono profundo ou catalepsia, emitindo entre 0,1 e 4 ciclos por segundo.

As duas últimas são consideradas patológicas.
Geralmente costumamos usar o ritmo cerebral beta.  Quando diminuímos o ritmo cerebral para alfa, nos colocamos na condição ideal para aprendermos novas informações, guardarmos fatos, dados, elaborarmos trabalhos difíceis, aprendermos idiomas, analisarmos situações complicadas.
A meditação, exercícios de relaxamento, atividades que proporcionem sensação de calma,  também proporcionam esse estado alfa.
De acordo com neurocientistas, analisando eletroencefalogramas de pessoas submetidas a testes para pesquisa do efeito da diminuição do ritmo cerebral, o relaxamento atento ou o profundo, produzem aumentos significativos de beta-endorfina, noroepinefrina e dopamina, ligados a sentimentos de clareza mental ampliada e de formação de lembranças, e que esse efeito dura horas e até mesmo dias.  É um estado ideal para o pensamento sintético e a criatividade, funções próprias do hemisfério direito.
Como é fácil para este hemisfério criar imagens, visualizar, fazer associações, lidar com desenhos, diagramas e emoções, além do uso do bom humor e do prazer,  o aprendizado será melhor absorvido se estes elementos forem acrescentados à forma de se estudar.

USO INTEGRAL DO  CÉREBRO

O ideal é que nos utilizemos de todo o potencial do cérebro, riquíssimo, surpreendente!
Quando levamos uma vida inteira exercitando quase que só as funções do hemisfério esquerdo, ou só o lado direito, ocorrem as doenças cerebrais degenerativas, tão temidas, como o mal de Alzheimer, por exemplo.
Necessitamos, portanto, estimular as diversas áreas do nosso cérebro, ajudando os neurônios a fazerem novas conexões, diversificando nossos campos de interesse, procurando nos conhecer melhor para agirmos com maior precisão e acerto.

Howard Gardner, o psicólogo americano criador da Teoria das Inteligências Múltiplas, identificou inicialmente sete tipos de inteligência no ser humano que são estimuladas e expressas de formas diferentes, de acordo com cada pessoa. São elas:

  • verbal/linguística;
  • lógica/matemática;
  • musical; corporal/cinestésica;
  • visual/espacial;
  • interpessoal;
  • intrapessoal.


Atualmente foi acrescentada a inteligência naturalista e a existencial, estando esta última ainda em estudo.
A Teoria das Múltiplas Inteligências deverá ser aplicada não apenas com os diversos indivíduos, para atingir cada pessoa, de acordo com o seu ponto de interesse, mas em nós mesmos, buscando desenvolver cada tipo de inteligência que trazemos em estado latente.

Foi desenvolvido nos Estados Unidos um sistema de avaliação das aptidões cerebrais dominantes, utilizado também por alguns escritores nacionais e que mostra com clareza quais as áreas do cérebro que damos maior preferência e, daí, é feito um perfil psicológico da pessoa, sua maneira de agir na vida, qual o lugar de sua preferência numa sala de aula, como melhor aprende, etc.  A esse resultado, temos acrescentado outros elementos, dentro de uma visão holística do ser humano, que tem ajudado bastante as pessoas.

Conhecendo as áreas que são mais estimuladas, passa-se então a praticar uma série de exercícios para ativar as regiões menos utilizadas, de modo que, com o passar do tempo, nossa capacidade de agir como um ser humano integral estará bastante aprimorada.
Seremos lógicos e intuitivos, práticos  e sonhadores, racionais e emotivos, seguiremos os padrões vigentes e utilizaremos a nossa criatividade, teremos “os pés no chão e a cabeça nas estrelas”...  Seremos, enfim, do céu e da terra, captando todos os ensinamentos com facilidade, independente da faixa etária. Isto nos tornará muito mais capazes e autoconfiantes.

http://www.cerebromente.org.br/n15/mente/lateralidade.html

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Desenhando... I  (Desenho X Cérebro) escrito em quinta 12 fevereiro 2009 13:53

Blog de sofistadeonda :MORAL CONSTERNA., Desenhando... I

A Linha é uma abstracção que encontra por via semântica e conceptual dois fundamentos importantes: estruturar e significar.

Todo o desenho é concretizado através de traços, ora explícitos, ora implícitos. Como desenhar é tornar a ver, ou aprofundar a visão, materialmente, tanto se risca como se omite a linha, tendo a certeza que o resultado final, enquanto forma percebida, será sempre um produto de comunicação, lido e sentido, segundo a natureza mental e cultural de cada um.
Quanto à sua presença, a linha como entidade plástica e abstracta resume e refere uma dualidade conceptual e material.
Tornar explícito é riscar, mostrar coincidências ou paralelismos entre as formas visuais e a matéria desenhada.
Deixar implícito é esperar que o leitor participe mentalmente na construção do desenho (princípios visuais introduzidos pela Gestalt leccionados na disciplina de Forma e Campo Visual).

NATUREZA EXPRESSIVA - NIVELAMENTO E ACENTUAÇÃO

O nivelamento e a acentuação definem duas direcções expressivas que caracterizam a linha enquanto elemento estruturante da forma. Nivelamento e acentuação manifestam-se para além do comportamento plástico da forma, e resumem a natureza narrativa do traçado (linha) que o envolve, que o refere. Assim sendo, para além da variabilidade morfológica, a linha sugere e declara essas duas direcções ou oposições, seguindo um comportamento harmónico específico, ao enquadrar a intensidade e o ritmo do desenho:
- Resume e reduz o apontamento, nivela os resultados da visão, forçando a entrada de uma narrativa ou de um discurso gráfico mais sinteticamente elaborado.
- Ao pormenorizar e “carregar” a experiência visual, acentua-se a realidade desenhada aprofundando o sentido de uma análise gráfica detalhada.
Riscar e sugerir, nivelar e acentuar, pertencem à natureza plástica e expressiva do desenho. Mas, também, ao introduzir o espírito da síntese e da análise, origina-se, em reflexão e criação, uma descoberta dentro da nossa vontade, face ao mundo e às coisas. Na sequência destas ilações, proponho um conjunto de movimentos e exercícios orientado para o desenvolvimento pessoal, distribuídos segundo os grupos abaixo sinalizados, para que cada um faça do desenho o seu instrumento de trabalho e o adopte como linguagem de investigação e comunicação plástica.

Pratique movimentos de exploração sempre que pretenda - melhoria geral da destreza - controlo técnico e visual.

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